"Obrigada por me amar. Repetia o tempo todo, só pra acarinhar aquele amor paciente que me aceitou de roupas cinzas e sorriso sem brilho algum. Não é só gratidão o que tenho. É respeito e o amor mais puro e benigno. Teu sorriso devolve o colorido dos dias. Ainda que cansada eu fique de tanto acreditar em coisas que não chegam nem perto, tua presença em meu peito insiste em me dizer o contrário. Que não importa o tamanho da distância entre os braços, não importa a solidão dos nossos olhos, tenho a certeza que estaremos sempre juntos."
— Camila Heloíse. (via p-l-e-n-i-t-u-d-e)
"Falam tanto nele e dele. Nos dias de hoje falam porque é modernoso dizer. É graciosinho falar que gosta do Caio (Caio, repete aí, olha que nome lindo e forte). Meu MSN tá repleto de criaturas com nicks e frases dele. Frases de efeito, bonitas, impactantes. Mas é moda, tudo moda. Sempre achei que a moda vem de dentro e não de qualquer Fashion Week, revista, gente renomada que diz ou estilista. Sério, nem sempre o que tá na moda fica bem em você. Tem que abrir o olho e fazer as próprias escolhas. Além do mais, desculpa, mas tem coisa que tá na moda que é feia de doer. Duvido que alguém queira ficar feio, ainda mais um feio de doer. Ei, seja bonito e crie a sua moda. No orkut a moda-Caio também pegou. Profiles e mais profiles com citações. Acho uma babaquice, mesmo. Desculpa, não sou a garota-amarga-e-enxaqueca, mas acho que o Caio merece respeito. A obra dele, idem. Caio Fernando Abreu funciona assim: você pega um livro, qualquer um. Lê ele inteiro. Ri, chora, sublinha, rabisca, sonha com as frases, as páginas te estapeiam a cara, mas você gosta de apanhar. É amor à primeira vista. Ou ódio, pois a minha mãe acha ele um depressivo e maluco chato. Cada um com a sua opinião. Mas não gosto dessa coisa de modinha. Ele morreu há dez anos, conheço os seus textos antes da sua partida pra outro lugar. E sei, sei mesmo, que ele foi pra um lugar bonito. Acho que quem sente bonito, quem escreve bonito, eu acho, são só achismos muito pessoais, mas acho que quem é assim, sei lá, quando morre vai pra um lugar bonito, muito bonito. Se você não o conhece, por favor, pesquise. Entre na vida, nos livros, na intimidade dele. Depois fale, coloque as frases. Ou esqueça tudo o que eu disse, as pessoas são livres. É que não sei, pra mim ele significa tanto! Tanto, mas tanto, que não pode ser resumido em uma palavra ou frase só pra mostrar que a pessoa lá tem um coração qualquer que bate de vez em quando. Sim, quem coloca frase ou trecho dele sem nem conhecer direito quer mostrar pro mundo que tem qualquer sentimento, seja ele qual for. Coloquei o trecho, fui escrevendo sobre ele e esqueci de dizer o principal: ele sabia das coisas, sempre."
— Clarissa Corrêa, sobre Caio Fernando Abreu.
(Source: p-l-e-n-i-t-u-d-e)
"Ele era dono de grande parte de mim, mas especialmente do coração, lugar onde habita, onde posso sentir sua presença e com isso, diversas vezes, afastar a saudade. Ele tem a voz mais bonita do mundo, os olhos mais doces, o sorriso mais verdadeiro, o abraço mais desejado e um nome de anjo, que combina perfeitamente com tudo que ele representa pra mim: é um anjo que Deus me mandou, para que eu pudesse finalmente acreditar em sonhos."
— CartasProLuan (via o-r-q-u-i-d-e-a-s)
(via o-r-q-u-i-d-e-a-s)
"Se você perguntar o que me fez gostar de você, eu não vou saber responder. Posso até arriscar alguma coisa, elogiando o teu sorriso ou dizendo o quanto eu gosto desse teu jeito implicante e que me dá razão para tudo. Mas ainda seria pouco. É pouco. Eu posso continuar arriscando, dizendo que foram as tuas mensagens no meio da madrugada, falando que você perdeu o sono e que passou a noite pensando em mim. Em nós. Ou que foram as demonstrações de carinho e cuidado que você me deu, mesmo quando eu fui egoísta e mandei você embora. Posso, também, dizer que foram as noites que passamos conversando, coisas importantes e outras nem tanto, e que de tanto ficarmos juntos, peguei as tuas manias todas para mim. Posso dizer que foram as vezes que você me chamou para ficar ao teu lado, pra me dar um chamego ou um abraço quando eu me sentisse um pouco insegura em relação a qualquer coisa – ou pessoa – que ameaçasse roubar você de mim. Ou que foram os teus elogios e a tua maneira de me encher de mimo, mesmo quando eu teimo dizendo que não quero ou não preciso. Posso dizer, ainda, que foram a tua atenção e paciência, quando tudo que eu fiz foi te pedir pra me deixar em paz, quando rejeitei a tua companhia. Que foram todas as vezes que você me enxergou melhor do que eu realmente sou, e me fez querer ser melhor do que eu poderia ser. Que foram todas as vezes que você insistiu em mim e não desistiu de me mostrar que somos melhores juntos, um ao lado do outro, tendo um ao outro e sendo um do outro. Posso arriscar um pouco mais e dizer que foi quando você me surpreendeu com um “eu te amo tanto” ao invés de um “gosto tanto de você”. E juntando tudo isso, eu tenho você. Inteiro. Completo. Você. Que uma vez chegou a me dizer que estaria longe de ser quem eu esperava ou queria comigo. Você. Que não fazia parte dos meus planos, e por quem eu não poderia me apaixonar. Você. Que conquistou cada pedacinho de mim. E que ganhou meu coração. Você. Que tem o meu amor. E me tem, amor."
— Plenitude. (via p-l-e-n-i-t-u-d-e)
"Um dia, perguntei para o psiquiatra: sou bipolar? Ele me disse: de bipolar você não tem nada. Você é sincera e tem sentimentos intensos. E me explicou a origem da palavra sincera, que vem do latim e significa “sem cera”. Antigamente, carpinteiros e escultores usavam cera para disfarçar os defeitinhos de esculturas e móveis de madeira. Então, eles lixavam, passavam verniz e tudo ficava aparentemente perfeito e em ordem. O aspecto das peças era magnífico. Com o passar do tempo, do frio, calor e uso, a cera ia se desmanchando e os defeitos iam ganhando vida. Sinceridade é “sem cera”, ou seja, sem máscaras, sem retoques, sem querer ser o que não é. Achei bonita a explicação dele. E triste. Dói ser “sem cera”."
— Clarissa Corrêa.
(Source: p-l-e-n-i-t-u-d-e)
"Eu queria entender por que eu não consigo ficar um minuto sem olhar tuas fotos ou ver o teu sorriso. Ou por que eu fico querendo tua companhia o tempo inteiro, mais que qualquer outra. E por que sinto falta quando você deixa de me mandar alguma mensagem ou qualquer sinal de que você pensou em mim, por um segundinho do teu dia. Eu queria entender por que me dá tanta raiva ver alguma garota chegando perto ou trocando uma palavra com você. E por que eu cobro tantas coisas como se eu tivesse algum direito ou fosse dona da razão. Eu queria entender por que não consigo mais fazer plano algum sem colocar você ao meu lado, sem colocar teu nome junto ao meu. Ou por que eu fico querendo tanto o teu abraço como se fosse o único e melhor lugar do mundo, mesmo nunca tendo sentido. Eu queria entender por que meus dias se tornam chatos e sem graça quando você não faz parte dele, e por que o meu coração fica apertado quando a gente discute por alguma coisa boba ou briga por um motivo qualquer. E, ainda, por que eu acho tão bonitos os teus jeitos, as tuas manias, as tuas manhas e os teus defeitos… Por que eu acho tão bonito tudo em você. Ou por que eu sinto tanta vontade de cuidar de você e dizer que te amo sempre que você me faz sorrir ou rir. Eu queria entender isso e tantas outras coisas que aconteceram desde que a tua vida deu a mão pra minha e disse: “Não te solto nunca mais”. E, mais que qualquer coisa, queria entender por que você tá tão longe já que o teu lugar é aqui, ao meu lado."
— Plenitude. (via p-l-e-n-i-t-u-d-e)


